Conheça o Projeto Rafael Thomaz Septeto

 

Desconstruir rótulos musicais. É esse o intuito dos músicos do projeto “Rafael Thomaz Septeto”. Com 5 shows e oficinas por cidades do interior de São Paulo, o grupo faz a junção de instrumentos e linguagem pouco usuais, na pretensão de fazer com que qualquer pessoa se identifique através dos sons.

Formado por quatro instrumentistas de sopro madeiras (Cesar Pereira na flauta, André Fajersztajn no clarinete, Martin Lazarov no oboé e Bruno Cabral nos saxofones) mais trio de base (Rafael Thomaz na guitarra e no violão, Henrique Tarrason nos contrabaixos e Fabio Augustinis na bateria), os músicos executam arranjos e composições originais do guitarrista e violonista, Rafael Thomaz. Durante os shows, apresenta-se um repertório variado de quatorze músicas que transitam entre 3 universos – música clássica, jazz e música brasileira.

“O desafio neste projeto é a experimentação de linguagens e gêneros, tirando os músicos da zona de conforto. As canções podem mesclar valsa, choro, música barroca, tango e eletrônica com espaço para improvisação”, comenta Rafael Thomaz.

Os amantes de música instrumental podem adquirir o CD ‘Ainda dá Tempo?’ no decorrer dos eventos, que é gratuito e aberto a todo e qualquer público, com materiais disponibilizados em braille e acesso para cadeirantes. Após as apresentações, ministra-se workshops e oficinas com os músicos do septeto.

Criado em 2016, o septeto é formado por músicos atuantes no cenário paulista com larga experiência em shows e gravações e o projeto “Rafael Thomaz Septeto”, surgiu por meio da vontade dos músicos de pesquisar novas sonoridades no âmbito do jazz e da música brasileira com a influência de arranjadores e grupos da música popular e erudita internacional, que resultou em um produto artístico complexo e híbrido. O projeto amplia horizontes musicais e estéticos a partir de elementos já conhecidos, explorando todas as possibilidades de instrumentos como guitarra elétrica, guitarra acústica e violão; contrabaixo elétrico e acústico; bateria e percussão; flautas em dó e sol e piccolo; oboé; clarinete e clarone; saxofones soprano, alto e tenor.

Além dos shows, workshops e oficinas gratuitas com acessibilidade total e materiais disponibilizados em braille – pela parceria com o Centro Cultural Luiz Braille de Campinas (SP), o projeto também contempla a doação de CD’s, partituras e vídeos que podem ser visualizados online no site do músico www.rafaelthomaz.com/septeto.

Realizado por meio do ProAC, Programa de Incentivo à Cultura do Estado de São Paulo, com produção executiva de Guido Barella, o álbum foi gravado no Estúdio do Mario Porto em Campinas com participação de Tiago Marques no Oboé e faixa especial “Choro de Pai e Mãe” com o trompetista, Diego Garbin. O projeto inicialmente passa por 5 cidades do interior de São Paulo, entre julho e agosto de 2018, sendo:

  • 26/07 – Vinhedo, no Centro Cultural Guerino Mario Pescarini, às 20h;
  • 03/08 – Matão, na Casa Pipa, às 20h;
  • 06/08 – Campinas, para os alunos do Projeto Primeira Nota, às 19h;
  • 09/08 – Salto, na Sala Palma de Ouro, às 20h;
  • 10/08 – Hortolândia, na Secretaria de Cultura, às 20h.

 

Conheça o Septeto:

 

Rafael Thomaz
Arranjos, Guitarra, Violão, Mixagem e Masterização

Doutor em música pela Unicamp, onde obteve o título de mestre e cursou o Bacharelado em Música Popular. Atua como violonista, tanto no âmbito da música de concerto quanto na música popular. Foi premiado em concursos nacionais de violão, apresentou-se como concertista em importantes séries de concerto e como solista a frente de orquestras e grupos de câmara. É integrante do grupo Algaravia, com o qual realizou turnês pelo estado de São Paulo e tem dois CDs lançados.

Em duo com Guilherme Lamas tem apresentado desde 2014 o show “Sinal dos Tempos”, uma homenagem ao compositor e violonista Garoto, e lança em 2018 o álbum autoral “Idas e Vindas”. Em 2015 lançou seu primeiro CD solo, “Paisagens Interiores”. Em 2017 apresentou-se como solista convidado no Gasteig em Munique na Alemanha. Foi premiado com o edital do ProAC-SP para gravação e circulação em 2018 do Rafael Thomaz Septeto, onde atua como compositor, arranjador e instrumentista. Prepara para 2019 o lançamento do CD “Invenções para violão e percussão”. Atua também ativamente como professor, técnico de som e produtor musical.

Bruno Cabral
Saxofones Alto, Tenor e Barítono

Graduado em Música Popular na Unicamp, iniciou seus estudos de saxofone com 15 anos, sob orientação de Ronaldo Marquetti. Durante a graduação, teve aulas com professores como Mário Campos, Fernando Hashimoto, Claudiney Carrasco, Hilton Jorge Valente, Rafael dos Santos e Celso Veagnoli. Estudou com o saxofonista Manu Falleiros e participou de masterclasses com diversos outros músicos, dentre eles, Idriss Boudrioua, Tom Walsh, Rick Van Matree, Rob Burkee, Branford Marsalis, Bebeto Von Buettner e Maestro Branco.

Fez parte do Quarteto de Sax (sax soprano) da Unicamp (NIDIC), que realizou diversas apresentações como o projeto “Choro no Bosque” da Prefeitura Municipal de Campinas, os workshops de Santa Rosa de Viterbo e diversos congressos internos da Unicamp. Atuou em outras formações instrumentais como a Big Band Samburá (sax tenor, flauta e clarinete) e o Noneto (saxofone), e participou da gravação do CD Afojazz de Ricardo Magalhães. Em 2010, participou do 9º Festival Brasil Instrumental, tendo aulas com Mané Silveira, Daniel Alcântara e Laércio de Freitas, integrando a Orquestra Jazz Sinfônica do Festival no Concerto em homenagem a Cyro Pereira. Como educador, atua em diversas escolas da região de Campinas, assim como instrutor de Madeiras no Projeto Guri (polo de Jaguariúna).

Henrique Tarrason
Contrabaixo acústico e elétrico

Violonista, baixista, compositor, arranjador e produtor natural de São Paulo. Em 2010, graduou-se no curso de Música Popular na Unicamp. Foi responsável pela elaboração e produção dos projetos de gravação dos CD’s Trio Tarrason e Casaforte, premiados pelo Fundo de investimentos à Cultura de Campinas, disco em que participou também como músico e compositor. O primeiro álbum do Trio Tarrason ficou na lista dos 20 discos mais vendidos da distribuidora Tratore, em Fevereiro de 2011.

No ano de 2010, atuou como produtor da gravadora e produtora Núcleo Contemporâneo, de Benjamim Taubkin. Nesse período, produziu shows de Moderna Tradição, Trio + 1 e Amos Hoffman, Núcleo de Música do Abaçaí, Brasil-Marrocos (Auditório do Ibirapuera) e Benjamim Taubkin convida (Auditório do Ibirapuera). De 2010 a 2011, fez parte do João Silveira Quarteto, apresentando-se em diversos teatros do estado de São Paulo e em uma turnê por França e Itália. Em 2015, atuou como baixista (acústico/ elétrico) e arranjador na gravação do segundo disco do grupo Algaravia, intitulado de “Música brasileira de concerto”. No mesmo ano atuou como produtor executivo de 5 espetáculos musicais do Trio Matiz, aprovado no ProAC. Atualmente, é aluno do curso de pós-graduação em Gestão Cultural: cultura, desenvolvimento e mercado do Senac.

Tiago Marques
Oboé – participação na gravação do CD

Tiago Marques nasceu em Ourém, em 19 de junho de 1984. Iniciou os seus estudos com 8 anos no Conservatório Regional de Tomar na classe de Piano. Em 1995, estudou oboé no Centro de Formação Artística da Sociedade Filarmónica Gualdim Pais com o Professor Andrew Swinnertoon e Linda Carina, onde concluiu o 8º grau em oboé. Em Lisboa, estudou com Hristo Kasmetski e Andrew Swinnerton e foi com este professor que finalizou a Licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa.

Fez Masterclasses de oboé com François Leleux, Hansjorg Schellenberger, Thomas Indermühle, Nicholas Daniel, Alex Klein, David Walter, Ricardo Lopes e Pedro Ribeiro. Em 2009, foi convidado para ministrar aulas de oboé, classe de conjunto e orquestra de sopros na Escola de Artes de Sines onde esteve até Agosto de 2013. No contexto orquestral, trabalhou com Michael Zilm, Luiz Fernando Malheiro, Gerardo Junior, Pedro Neves, Brian Schembri, Claudio Abaddo, Lorin Maazel, entre outros. Além de ser membro fundador do Quinteto de Sopros ¼ de Tom, Quarteto Orbis Odaf e do Ensemble de Fusão “ Os Maquinistas”. Colaborou com Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra do Theatro São Pedro, Orquestra Clássica do Centro, Orquestra de Sintra e Orquestra de Cascais. Em São Paulo, pratica a arte da improvisação com o Circuito de improvisação livre de São Paulo e com o grupo de jazz “Toro Instrumental” em que utiliza o oboé para se exprimir. Desde 2015, exerce o cargo de primeiro oboé na Orquestra Filarmónica de São Caetano do Sul (São Paulo). É coordenador artístico/pedagógico do Projeto Guri desde Julho de 2015.

Fabio Augustinis
Bateria

Iniciou seus estudos musicais em 1997 na cidade de São Paulo. Concluiu o bacharelado em música popular (bateria e percussão) pela Unicamp em 2008. Sua discografia inclui 17 CD’s e 5 DVD’s, entre colaborações e projetos próprios. Desde 2005, atua também como produtor cultural à frente da empresa Clavedefá Produções. Em 2009, participou como solista na ópera francesa La Belle Lisse du Poire de Motordu, se apresentando ao lado da Orquestra Sinfônica da Unicamp, sob regência de Tibô Delor. Em 2010, foi o 1º colocado como bolsista no 1º Festival de MPB do Conservatório de Tatuí (Painel Instrumental), recebendo o prêmio de melhor instrumentista neste mesmo festival.

Em 2012, com o “Rafael de Lima Quarteto” foi premiado pela revista norte-americana de música especializada Downbeat (melhor composição original) e foi premiado pelo MinC para realizar um workshop sobre música brasileira e um concerto na Universidade de Miami (Flórida-EUA). Em 2015, fez parte da “Brazilian Week in CCM”, onde apresentou outro workshop e apresentação de música brasileira, desta vez em Cincinatti (Ohio-EUA). Em 2015, foi agraciado com uma bolsa integral pela University of Iowa (Iowa-EUA) para realizar o curso de mestrado em Jazz performance e ser professor assistente durante dois anos. Em Iowa, se apresentou ao lado de nomes como Johnson County Landmark Big Band, Melvin Butler (saxofonista do grupo de Brian Blade) e Michael Stryker (Eastman School of Music).

Cesar Pereira
Flauta

Flautista e professor de música. Como músico de orquestra, foi primeira flauta da Orquestra Filarmônica de São Caetano do Sul durante a temporada de 2015, flautista na LSU Symphony Orchestra de 2012 a 2014 e participou eventualmente nas orquestras Sinfônica de São José dos Campos, Sinfônica de Sorocaba e Sinfônica da Unicamp. Mantém um duo com o violonista Diogo Oliveira; o duo tem o CD “Imagens Brasileiras” dedicado à música brasileira composta especialmente para a formação. Atualmente é estudante de doutorado no programa de pós-graduação em música da Unicamp. É mestre em performance de flauta pela Louisiana State University (EUA), bacharel em flauta pela Unicamp e formado em flauta pelo Conservatório de Tatuí. Já participou de muitos festivais e masterclasses, incluindo 4 masterclasses com Sir James Galway.

 

André Fajersztajn 
Clarinete

Ingressou em 2000 na ULM (Universidade Livre de Música) em iniciação musical onde estudou até 2006, voltando em 2009 para a atual Emesp para cursar clarinete popular. Estudou e formou-se pela Escola do Auditório do Ibirapuera e fez parte da Orquestra Furiosa do Auditório, regida pelo clarinetista e saxofonista Nailor Proveta, onde se apresentou junto a Banda Mantiqueira, com Mônica Salmaso, Elza Soares, Fabiana Cozza, Dori Caymmi, Zeca Pagodinho, entre outros. Tocou na Banda Sinfônica Jovem em

2014 e 2015. Em 2016, conquistou o primeiro lugar na 15ª edição do Prêmio Nabor Pires Camargo – comoIns

trumentista.  Em 2017, fez parte da Orquestra Jovem Tom Jobim e em 2018, compõe a Orquestra de Câmara da Usp. Atualmente acompanha o violonista e cantor, João Macacão, no regional Conjunto Paulistano, tendo gravado em seus dois últimos discos, “Consequências” e “Baile de Choro”. É bacharelando pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-Usp) desde 2014, onde estuda clarinete orientado pelo Prof. Dr. Luís Afonso Montanha.

Martin Borislavov Lazarov
Oboé – participação nas apresentações

Búlgaro naturalizado brasileiro, iniciou seus estudos musicais com piano e teoria. Estudou na Escola de Música de Plovdiv, na Bulgária, com especialização em oboé, piano e teoria. Se formou na Academia Nacional de Música de Sófia – Bulgária, na classe de oboé do professor Gueorgi Guelhazov e Plamen Prodanov. Ingressou na Universidade de Duquesne em Pittsburgh, nos Estados Unidos, cursando o “Artist Diploma Program” sob orientação de James Gorton, principal oboé da “Pittsburgh Symphony”. Durante seu estudo, integrou a Battler Symphony e Pittsburgh Youth Siphony. Completou “Mestrado” em 1998 na Academia Nacional de Sófia, na classe do Gueorgui Guelhazov. No Brasil, trabalhou na Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, na Municipal de São Paulo, na Orquestra Sinfônica da Usp, Orquestra Experimental de Repertório, Jazz Sinfônica, Orquestra Sinfônica de Santo André, Orquestra Sinfônica de São Bernardo, Filarmônica de São Caetano, Sinfônica de São José dos Campos, entre outros. Como solista, apresentou-se à frente da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, Orquestra Sinfônica de Santos, Filarmônica de Plovdiv-Bulgária e Banda Sinfônica do Estado de São Paulo. Atualmente integra o corpo musical da Unicamp, como membro da Ars Nova trio de sopros, Balkan Neo Ensemble (piano, oboé, corne inglês, composições e arranjos) e idealizador da “Orquestra Rock” CPS.

 

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